Na
sexta feira (25/01) recebemos na sede provisória para temporada de veraneio no
SIMA - Sindicato dos Municipários de Arambaré, o 1º Secretario Geral da
Federação do Estado do RS, FEMERGS, Sr. Luciano dos Santos, que veio contribuir
com os debates de construção das negociações com atual gestão do munícipio,
dando inicio a um marco histórico nesta cidade, visto que a administração
anterior, mesmo após vários requerimentos protocolizados junto à prefeitura, o
prefeito não se manifestou no sentido de reunir-se com a entidade para discutir
os problemas que preocupam nossos servidores e que tem consequências no
atendimento eficaz a nossa cidade. O Sr. Luciano trouxe sua experiência em
movimento sindical e negociações feitas em apoio e assessoria aos dirigentes
sindicais em todo o estado. O resultado desta visita, foi a conclusão de um oficio que estava sendo construído com sugestões dos servidores do quadro ao
longo destes anos existência da entidade (2008), com PROPOSTAS e REIVINDICAÇÕES
de âmbito geral a todos os setores, e deverá ser apresentado a nossa Prefeita,
Joselena Becker, na data de 14/2 em reunião no seu gabinete. A intenção
de organizar junto a administração uma agenda periódica de reuniões, com
a constituição de comissão paritária permanente para debater assuntos pontuais
setorizados, para que juntos seja desenvolvido métodos de melhorias a
categoria, tanto em ascensão salarial como em qualidade de trabalho. Esta
visita do secretario, faz parte das ações implantadas pela nova diretoria da
federação, que tem um novo olhar aos movimentos sindicais, e entende que deve
estar sempre perto daqueles que estão dispostos e receptivos a aprenderem com
foco na qualidade de vida dos nossos servidores municipais, fortalecendo
assim a força trabalhadora que mantem a maquina publica funcionando.
Persistência e Paciência:
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar até o chão. (como o bambu)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
O SERVIDOR PUBLICO MUNICIPAL E SUAS DEMANDAS COMUNS.
A qualidade do serviço público dentro da realidade
brasileira, principalmente no âmbito municipal, apresenta-se como um desafio
que demostra exigência de transformações urgentes, na atuação das novas
administrações direcionadas para um serviço de qualidade com eficácia e
eficiência. Respeitando as questões de características locais e orçamento de
cada município, temos algumas demandas comuns a todos os servidores, onde
precisamos intensificar as lutas com ações claras em defesa do serviço publico,
de combate a terceirização dos serviços e precarização do trabalho, que vem
provocando a retirada de direitos e o sucateamento dos órgãos públicos. A
terceirização além de ser uma fraude ao processo de acesso ao serviço público é
um grave problema silencioso, pois além de desestimular o servidor e causar a
precarização do serviço, potencializa a discriminação nos locais de trabalho,
uma das causas de acidentes de trabalho, por vezes de consequência fatais, e aparição de doenças como depressão funcional irreversível.
O SERVIDOR assim como o SERVIÇO prestado por ele é de extrema importância para
o município, nos mais diferentes espaços, sendo fundamentais para o
funcionamento das instituições brasileiras. Por este pensamento, ressaltamos
que o fortalecimento do Estado passa necessariamente pela valorização do
servidor e da qualidade do serviço por ele prestado. Neste eixo podemos citar algumas
lutas, nacionalmente constituídas como: um trabalho descente sem perseguições e
capacitação continuada do nosso servidor, com valorização de suas iniciativas de
formação e de profissionalização para contribuir com o crescimento local; A
transparência e democracia participativa oportunizada as entidades sindicais
locais com combate a atos antisíndicas; Combate a discriminação e o
preconceito, visando um serviço publico prestado com qualidade; Criação e
Fortalecimento de organizações sindicais nos munícipios e nos locais de
trabalho com formação continuada, garantindo a informação e igualdade de
oportunidades ao nosso servidor e suas diversidades; Combate ao Assédio Moral e
Sexual nos locais de trabalho; Implantação do Piso nacional ao magistério e
Piso digno aos demais servidores considerando para isto o salario mínimo nacional
como padrão inicial, regulamentando a PEC 521 por melhores condições de
trabalho; Criação de Lei da Data Base unificada com ampliação da lei de licença
maternidade, insalubridade e periculosidade para todos os municípios, por fim
Ratificação da Convenção 87 e regulamentação da Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho – OIT. A organização da classe trabalhadora em
Sindicatos, Federações e Centrais Sindicais tem importante papel na
consolidação das politicas publicas de âmbito nacional, beneficiando a todos os
trabalhadores. Somos nós os servidores públicos que garantimos a execução dos
serviços essenciais que organizam nossas cidades. Precisamos intensificar a
luta pela reorganização do Poder Executivo e pelo compromisso dos gestores com
agendas locais de desenvolvimento e proposta de gestão alto sustentável,
respeito o nosso meio ambiente. Muitas de nossas conquistas para a sociedade
foram obtidas com lutas sindicais de Municipários, tendo a articulação, o
dialogo e o debate, como ferramentas prioritária e importante na defesa dos
interesses da classe trabalhadora, sobretudo do funcionalismo municipal.
Sonia Pacheco Chagas
COORDENADORA REGIONAL DA COSTA DOCE - FEMERGS.
PRESIDENTE do SINDICATO DOS MUNICIPARIOS DE ARAMBARÉ
PRINCIPIOS : Quem ainda tem?
Alguns princípios como moral, ética,
caráter e honestidade são fundamentais para a convivência social, e
todos, de qualquer nível social ou educacional, mesmo os que jamais
foram a uma escola ou que cresceram órfãos possuem conhecimento da
maioria destes.
Sabem que não podem ser imorais, sem
ética, roubar ou cometer qualquer tipo de crime, mas em nosso país isso
não ocorre, pois mesmo buscando mais informações e pesquisando sobre o
significado de cada uma dessas palavras, nada encontrei além do que
todos sabem, ou deveriam saber.
A moral é conjunto de normas do que é
certo ou errado, proibido e permitido nas atitudes humanas dentro de uma
determinada sociedade, uma cultura, e possui caráter normativo,
determinando a obediência a costumes e hábitos recebidos. O conjunto de
qualidades e defeitos da pessoa determinam sua conduta e moral. Seus
valores e firmeza morais definem a coerência de suas ações.
A ética, construída por uma sociedade com
base nos valores históricos e culturais, é um conjunto de princípios
morais que norteiam a conduta humana na sociedade. Embora não seja uma
lei, a ética está relacionada com o sentimento de justiça social e,
buscando fundamentar as ações morais exclusivamente pela razão, serve
para que haja um equilíbrio entre pessoas, grupos e classes sociais.
O caráter, qualidade inerente a uma pessoa
desde seu nascimento e reflete seu modo de ser. É o conjunto de
características e traços particulares que caracterizam um indivíduo, e
não sofre influência do meio. Uma pessoa “de caráter” é aquela com
formação moral sólida e incontestável, enquanto a “sem caráter” é aquela
desonesta, que não possui firmeza de princípios ou moral.
A honestidade é a qualidade de ser
verdadeiro, não mentir, não fraudar ou enganar. É a honra, de uma pessoa
ou instituição. O respeito e a obediência incondicional às regras
morais existentesHonesto é o que repudia a malandragem, a esperteza,
aquele que é transparente e exige transparência dos outros.
Depois da constatação dessa veracidade
literária, espelho do meu entendimento, me pergunto o que levou nosso
país à condição hoje existente, onde nenhum desses princípios é
respeitado, principalmente pelos que deviam dar exemplos, e, convivendo
nessas condições é que as novas gerações estão sendo educadas.
No chamado julgamento do mensalão, pudemos
assistir a perplexidade de toda uma nação, ao assistir um dos
ministros, o relator Joaquim Barbosa, simplesmente exercitar esses
quatro princípios, simplesmente porque há anos não vê nada semelhante
acontecer. No caso específico, o que seria normal passou a ser o
anormal.
Com todas as provas existentes, mesmo as
melhores e mais caras bancas de advogados do país não conseguiu
absolvê-los e ainda assim alguns dos condenados se acham no direito de
fazer reclamações a cortes internacionais, como se injustiçados fossem.
Segundo a Wikipédia, “vergonha é uma
condição psicológica e uma forma de controle religioso, político,
judicial e social, consistindo de ideias, estados emocionais, estados
fisiológicos e um conjunto de comportamentos, induzidos pelo
conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação”.
Pois é o que menos possuem alguns membros
do Poder Legislativo que, mesmo após a condenação de alguns de seus
pares nesse caso, pretende impedir a cassação imediata de seus mandatos.
O terapeuta John Brad Shaw conceitua a vergonha como a "emoção que nos deixa saber que somos finitos".
Pela primeira vez em décadas
assistimos alguns dos mais influentes políticos do país perceberem que
são finitos, exatamente por não terem tido vergonha, moral, ética,
caráter e honestidade.
João B Leal
terça-feira, 6 de novembro de 2012
COORDENAÇÃO REGIONAL COSTA DOCE - FEMERGS
No ultimo
dia 29/10, com a presença do presidente da FEMERGS Odenir Guterres de Carvalho,
foi eleita a nova diretoria da Coordenadoria Regional da Costa Doce
da Federação dos Municipários do RS, somando-se a mais de 20 regionais já em
funcionamento no estado. A direção ficou constituída pelo SIMA de Arambaré,
como Presidente Sonia Pacheco Chagas, o SIMUCRISTAL como vice-presidente
Gelson Machado e para Secretária o SIMUCA com Carla Simone,
todos presidentes de suas entidades. Com o trabalho de organizar o movimento
sindical na região e levar orientações que possam ajudar nossa categoria
a fortalecer as demandas comuns entre os servidores dos municípios
que compõe esta regional, Arambaré, Camaquã, Cristal, Amaral Ferrador, Dom
Feliciano, Chuvisca, Sentinela do Sul, Cerro Grande do Sul, Barão do Triunfo,
Sertão Santana, Mariana Pimentel, Barra do Ribeiro e Tapes. Onde já existe
formação sindical a coordenadoria terá como meta fortalecer os laços de
organização administrativa e de base, com orientações técnicas e jurídicas para
nos aproximar em solucionar diversos problemas enfrentados pelas administrações
sindicais, levando em conta que nossos servidores não detêm conhecimento
especifico nesta área. A formação sindical regional organizada em seminários e
grupos de debates, é uma ferramenta de resultado efetivo e eficaz,
levando conhecimento específico através de profissionais com experiências nas
diversas áreas que compõe o serviço público. A informação, a clareza dos
atos administrativos e o conhecimento de fatos ocorridos em outros municípios
fazem com que possamos encaminhar melhor o combate a questões como,
perseguições políticas, pessoais, assédio moral, entre outros muito bem
conhecidos dos servidores. A organização do setor é uma necessidade urgente
para que leis como, Responsabilidade fiscal, Assédio Moral, Planos de Carreira
sejam efetivamente cumpridos ou em alguns casos reformulados em favor da
categoria. Segundo a presidente eleita Sonia, "Com a opção sempre do entendimento,
o dialogo via administrativa e a interpretação legal das leis, com orientações
técnicas esgotadas as dúvidas, temos avançados em varias demandas na busca dos
direitos de nossos servidores, e sempre um passo a mais quando nos unimos em
prol de uma mesma luta, assim somos fortalecidos, pois a troca de conhecimento
faz com que sejamos fortes e organizados, levando sempre nossas conquistas a
resultados positivos”.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
UMA VERDADE NECESSÁRIA
As eleições estão na sua reta final! Neste momento, estaremos elegendo
prefeitos, vice e vereadores, que são os responsáveis para implementar
as políticas públicas em nossos municípios que melhorem nossas vidas.
Tenho acompanhado o horário eleitoral, os sites e alguns programas de
governo, onde está à plataforma política de cada postulante a gestão
municipal.
A grande maioria deles, busca bases conceituais
empíricas, a partir de elementos vagos, inconsistentes e obviamente,
demagógicos.
Para pensar uma cidade, o primeiro passo é olhar para a
Constituição Federal de 1988 (CF), os direitos sociais consagrados, e
depois, para as políticas já consolidadas no país e assim buscar na sua
realidade, lacunas que precisem ser equacionadas. Esta é a relação
federativa.
Um exemplo, a CF garante direitos as pessoas com
deficiência, que foi traduzida na lei n° 7.853/89, posteriormente
regulamentada pelo Decreto n° 3298/99. Esses documentos nacionais, junto
a outros, com destaque para as Leis nº 10048 e nº 10098 de 2000 e o
Decreto nº 5296/04, conhecido como o decreto da acessibilidade, e agora
recentemente um Plano nacional, o Viver sem Limite. Bom, lá no
município, o prefeito tem que fazer propostas dialogando com estes
elementos, que é onde está a vida real das pessoas. O que observo são
discursos, que ou dizem coisas que não podem fazer ou, pior, questões já
existentes onde basta fazer as parcerias necessárias.
Citei
esta temática, mas que serve para dezenas de outras áreas! Além disso,
um Programa de Governo deve apresentar dados técnicos. Temos diversos
instrumentos sobre isso, índices, enfim, mas que os atuais políticos,
por conveniência, incompetência e falta de assessoria, ignoram. IDEB,
FIRJAN, CNM, PNAD, FEE, IDH são algumas das várias fontes de pesquisa!
O problema de nossa política tem várias dimensões e aquela que
considero mais grave é o amadorismo decorrente do aparelhismo da máquina
pública, ou seja, pessoas incompetentes ocupando lugares estratégicos!
Quando a própria campanha eleitoral demonstra esta completa falta de
coerência, devemos nos preocupar não com os políticos, mas com o
aperfeiçoamento da democracia e com nossa república!
É triste,
é desalentador, mas devemos nos mobilizar e cobrar sempre, pois este é o
nosso país e somos todos responsáveis por tudo aquilo que acontece nele
quando depositamos nosso voto na urna! Isso é democracia!
Jorge Amaro.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
A BELEZA DOS DETALHES
A sociedade capitalista e consumista em que vivemos
é dividida em três grupos: uma minoria que possui muito e corre para
administrar seu enorme patrimônio, a grande maioria que busca adquirir mais do
que possui, e os muito poucos que, sem pressa, apreciam cada detalhe da vida.
Pessoas acostumadas com dias muito agitados,
repletos de compromissos, reuniões, debates, cursos e palestras podem ser
imediatamente, ou quando menos esperarem, obrigadas a mudar radicalmente seus
costumes e o ritmo de suas atividades.
Diversos motivos, doenças ou acidentes, podem levar
a impedimentos, imobilidades e isolamentos que possibilitarão uma autoanálise e
a revisão de quais os valores realmente devem ser observados.
Os que passam por isso normalmente mudam o foco
sobre diversos pontos da vida antes imaginados importantes, agora tidos como
insignificantes, e passam a valorizar coisas que antes não conseguiam enxergar.
A beleza de um ipê totalmente desfolhado, antes do
início de sua floração, com um pássaro colorido em um de seus galhos é algo
jamais visto e admirado, por quem está correndo para não chegar atrasado a uma
reunião de negócios.
O registro fotográfico de um por do sol, de um
local bonito por onde passou, ou do pássaro no ipê, para posteriormente ser
compartilhado com quem não estava presente naquele momento, passa a ser
extremamente gratificante por quem o realiza.
As cenas espetaculares e inesquecíveis de um
acasalamento equino, o nascimento de um de um animal no campo, o canto de um
pássaro livre e o som isolado do vento nas folhas, só podem ser vistas e
ouvidas por quem possui tempo e se dispõe a uma vida diferente da levada nos
grandes centros urbanos.
As sementes das maiores árvores, que não conseguem
crescer à sua volta por causa da falta de raios solares provocado por sua
sombra, precisam ser consumidas pelos pássaros que depois as transportam em
seus intestinos até outros locais, onde brotarão e crescerão longe da sombra da
árvore mãe, assim como os humanos, entre os quais podemos notar o maior
amadurecimento daqueles que já se afastaram dos pais, e a maior imaturidade - e
muitas vezes irresponsabilidade -, dos que, por qualquer motivo, continuam
dependentes deles.
Os pássaros também são responsáveis pelo transporte
das ovas de peixes entre lagos, represas e rios, pois ao pisarem na água para
saciar sua sede, estas aderem às suas pernas e só se soltarão quando em novo
contato com a água, geralmente em outro local.
Como é do conhecimento de todos, abelhas,
beija-flores e outros insetos e aves são os responsáveis pela polinização das
plantas, mas pouquíssimos são os que já observaram esse trabalho ou a estrutura
organizacional de uma colmeia, formigueiro, cupinzeiro ou de uma família de
macacos.
Os donos de muitos negócios, preocupados, mesmo quando
em qualquer local distante das cidades, não conseguem enxergar nenhuma dessas
belezas, pois continuam com pressa e olham tudo muito rapidamente, por não
possuírem tempo para essas "bobagens".
A grande maioria, por sua ansiedade em busca de
bens materiais, jamais passará por experiências assim sem uma freada brusca e
radical em suas atividades diárias.
A pressa nos impede de observar a beleza dos
detalhes, sem os quais nada existiria.
João Bosco Leal
www.joaoboscoleal.com.br
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
*Por Cristovam Buarque
No dia 7 de outubro, as cidades da Região do Entorno vão eleger seus prefeitos e vereadores, renovando a esperança de que os novos governos poderão trabalhar para recuperar nossas cidades vizinhas. Para isso, será preciso que cumpram fielmente seus compromissos, a fim de orientar o nosso destino comum.
Renovo minha opinião de que pelo menos cinco lemas deverão compor os compromissos que esperamos. Antes de qualquer coisa, os próximos governos deverão ter um compromisso radical com a transparência, a ética, a lisura no uso dos recursos públicos, recorrendo aos meios que façam impossível ocorrer corrupção.
Também deve fazer parte dessa ética a relação republicana com as Câmaras de Vereadores. Os próximos prefeitos não podem priorizar relações pessoais para atender a interesses indecentes de cada um deles, passando por cima dos interesses comuns das cidades.
O segundo compromisso, que deve unir as forças políticas do bem, a partir de janeiro de 2013, diz respeito à conquista da credibilidade. Todos devem zelar, dia a dia, minuto a minuto, para que cada gesto sirva para resgatar a região ferida com a vinculação com bicheiro. Será uma traição que, por ação, omissão ou mesmo por qualquer descuido, os próximos prefeitos sejam irresponsáveis no uso dos recursos públicos ou debochados com a causa pública.
O terceiro compromisso é com a competência dos funcionários que vão executar as ações do governo. Além da exigência de ficha limpa para cada servidor, os próximos governantes têm a obrigação de colocar a competência à frente das filiações partidárias.
O quarto compromisso é com os serviços públicos, a começar pela recuperação emergencial da saúde e, a seguir, pela educação, segurança e transporte público. O quadro de calamidade da saúde pública nas cidades vizinhas do DF é a prova da degradação da política no Entorno. A corrupção no comportamento de nossos políticos pode ser mais visível e chocante, mas não menos vergonhosa do que a corrupção nas prioridades da política que têm levado ao abandono de escolas, água, saneamento, hospitais e postos de saúde.
O quinto compromisso deve ser com cada uma de nossas cidades. Cada pessoa mora em um local que precisa ser bem cuidado. Além da autoestima do povo, da qualidade nos serviços públicos, os novos governos serão avaliados pela qualidade de vida que oferecerão aos habitantes das cidades do Entorno.
*Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF.
No dia 7 de outubro, as cidades da Região do Entorno vão eleger seus prefeitos e vereadores, renovando a esperança de que os novos governos poderão trabalhar para recuperar nossas cidades vizinhas. Para isso, será preciso que cumpram fielmente seus compromissos, a fim de orientar o nosso destino comum.
Renovo minha opinião de que pelo menos cinco lemas deverão compor os compromissos que esperamos. Antes de qualquer coisa, os próximos governos deverão ter um compromisso radical com a transparência, a ética, a lisura no uso dos recursos públicos, recorrendo aos meios que façam impossível ocorrer corrupção.
Também deve fazer parte dessa ética a relação republicana com as Câmaras de Vereadores. Os próximos prefeitos não podem priorizar relações pessoais para atender a interesses indecentes de cada um deles, passando por cima dos interesses comuns das cidades.
O segundo compromisso, que deve unir as forças políticas do bem, a partir de janeiro de 2013, diz respeito à conquista da credibilidade. Todos devem zelar, dia a dia, minuto a minuto, para que cada gesto sirva para resgatar a região ferida com a vinculação com bicheiro. Será uma traição que, por ação, omissão ou mesmo por qualquer descuido, os próximos prefeitos sejam irresponsáveis no uso dos recursos públicos ou debochados com a causa pública.
O terceiro compromisso é com a competência dos funcionários que vão executar as ações do governo. Além da exigência de ficha limpa para cada servidor, os próximos governantes têm a obrigação de colocar a competência à frente das filiações partidárias.
O quarto compromisso é com os serviços públicos, a começar pela recuperação emergencial da saúde e, a seguir, pela educação, segurança e transporte público. O quadro de calamidade da saúde pública nas cidades vizinhas do DF é a prova da degradação da política no Entorno. A corrupção no comportamento de nossos políticos pode ser mais visível e chocante, mas não menos vergonhosa do que a corrupção nas prioridades da política que têm levado ao abandono de escolas, água, saneamento, hospitais e postos de saúde.
O quinto compromisso deve ser com cada uma de nossas cidades. Cada pessoa mora em um local que precisa ser bem cuidado. Além da autoestima do povo, da qualidade nos serviços públicos, os novos governos serão avaliados pela qualidade de vida que oferecerão aos habitantes das cidades do Entorno.
*Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF.
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