Persistência e Paciência:

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar até o chão. (como o bambu)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

 O Cavalo e Porco 
Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário :
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este  medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse :
- Força amigo ! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
 O porco se aproximou do cavalo e disse :
- Vamos lá amigão levanta senão você vai morrer ! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa !
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse :
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca, levanta logo ! Coragem ! Upa ! Upa ! Isso, devagar ! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico ! Corre, corre mais ! Upa ! Upa ! Upa !!!
Você venceu, Campeão !
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre ! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa....
 Vamos matar o porco! 
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho.
Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.
Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor! 

sábado, 2 de abril de 2011

21 ANOS DE DITADURA.

Aniversário do golpe

Se a mentira e a covardia servissem para comemorações, em 31 de março caberia acender velas para um aniversário de 47 anos. Atrás do bolo, lá estaria o golpe de estado responsável por uma ditadura de vinte e um anos no Brasil. Ainda que longe desse macabro ritual, cobrar a responsabilidade pela violação de direitos humanos no período 1964-1985 chega a causar mal-estar a ponto de aparecerem opiniões que justificam a tortura, a censura e os casos de desaparecimento político. Muitos espaços midiáticos se abrem para a discussão, sinal da demanda pública por maior visibilidade à memória política.

Mentiras à parte, o golpe se deu na madrugada de 1º de Abril, como explica Elio Gaspari: “o Exército dormira janguista, acordaria revolucionário, mas sairia da cama aos poucos” (“A Ditadura Envergonhada”, 2002). Quem procura conhecer mais do período se informa que não foi uma conversão simples – “uma vontade geral”. Cerca de 50 mil pessoas foram presas somente em seus primeiros meses. Vale lembrar aos arautos da lei e ordem, os que condenam a “anarquia” dos anos 1960 que o “31 de Março” foi pura quebra de disciplina, uma insubordinação contra a estrutura militar.
Em 2010, pelo menos dez artigos formaram a polêmica em torno do legado do regime de exceção em Ponta Grossa. As homenagens e auto-homenagens do período, como o de haver uma linha de ônibus ostentando a data do golpe, baseou parte dos escritos. O conjunto de textos traz até opiniões que relativizam a ditadura e os crimes de Estado. Mais que espaço opinativo, os meios de comunicação dedicaram espaço informativo: em impressos (em coluna política de diário, em reportagem de semanário), em matérias da TV (até em canal aberto), em meio digital, em programas de rádio (inclusive com atitude de desplante de ex-deputado), na blogosfera e em redes sociais.
Há pelo menos 426  mortos e desaparecidos políticos no Brasil. Isto é, pessoas que autoridades governamentais jamais assumiram ou divulgaram a prisão e morte, apesar de terem sido sequestradas, torturadas e assassinadas por órgãos de repressão. A ditadura institucionalizou a mentira e a covardia. Ao lado de vítimas anônimas figuram casos célebres como o de Rubens Paiva e de Vladimir Herzog ilustram a moral e cívica defendida pelos poderes vigentes.
Em 1971, no Rio de Janeiro, Rubens Paiva teve a casa invadida por agentes do serviço secreto do governo militar. Foi levado para prestar depoimento e nunca mais foi visto. Ele era ex-deputado e pai de cinco filhos. Essa história foi detalhada pelo jornalista Jason Tércio em “Segredo de Estado” (Objetiva, 2010). Em 1975, o diretor de jornalismo da TV Cultura do estado de São Paulo Vladimir Herzog compareceu às 8h para prestar depoimento junto ao DOI-Codi e defender sua inocência nas acusações de que era alvo. Pela tarde estava morto, resultado de um “acidente de trabalho” como se expressa Paulo Markun quanto ao nível de tortura a que foi submetido seu colega de trabalho. No dia seguinte, Vlado foi apresentado por meios oficiais como suicida – o 38º suicida produzido nos porões da ditadura.
O aniversário do golpe está aí para se parar e pensar o que é que se sabe sobre o período militar e sua herança autoritária. E, importante, para se questionar sobre como contribuir para dar um sossego às famílias dos desaparecidos políticos – leia mais emhttp://www.desaparecidospoliticos.org.br/. Qualquer esclarecimento toma a forma de um serviço prestado para o país. Vale para quem tiver um depoimento a gravar, uma memória a escrever, um documento a publicizar, uma expressão artística a apresentar. Cabe a todos denunciar os crimes de lesa-humanidade entre 1964-1985. A ditadura militar virou uma pedra que perturba o sono do brasileiro bem na altura da coluna, apesar de estofada entre plumas e estar coberta por rendas.
*Ben-Hur Demeneck é jornalista e mestre em Jornalismo pela UFSC. Coordena o movimento 31pelo15  (www.twitter.com/31pelo15).

terça-feira, 29 de março de 2011


Comunidade de Arambaré visita vice-governador Beto Grill


No ultimo dia 28, a comunidade de Arambaré e lideranças políticas tiveram em reunião com o vice-governador Beto Grill no palácio Piratini. O motivo desta reunião foi algumas demandas que a comunidade tem junto ao governo do estado, a Diretora da escola estadual Dr. Donário Lopes, Sra. Ivonete Campos levou até o governo uma solicitação já conhecida dos governos anteriores,  a quadra de esporte da escola, reinvindicações que requer atenção do estado, sendo que a mesma já esta em fase de projeto, também o interesse da escola em ter um curso técnico voltado para as necessidades locais, comprometido com uma melhor preparação dos jovens para competir  no mercado de trabalho, dentro ou fora do município. A comunidade representada pela moradora e candidata a estudante, assim que normalizar o transporte, Sra. Silmara Rodrigues, também  questionou neste encontro a falta de convenio do município com o estado neste ano, sendo a educação ponto prioritário, o convenio automático que vinha acontecendo por 19 anos de emancipação do município, foi interrompido sem as explicações do prefeito, deixando a comunidade da Santa Rita sem o transporte para os estudantes do ensino médio virem até a sede do município. As Lideranças políticas Sonia Chagas e Jardel Cardoso, deixaram suas solicitações por escrito, alem das já mencionadas, incluíram uma antena de telefonia móvel para a comunidade da Santa Rita, que acreditam ser apenas de intervenção da boa vontade para se concretizar, tendo em vista que esta comunidade encontra-se sem comunicação em época de globalização e que se fala muito em inclusão digital. O vice-governador mostrou-se totalmente interado com os problemas por já ter recebido e-mails da comunidade, se comprometendo em encaminhar dentro das possibilidades e orçamento do governo e trabalhar para promover as reinvidicacões dos cidadãos, salientou ainda que muitas frentes de trabalho foram oferecidas e abertas nos municípios, mas sem o devido orçamento para a realização dos mesmo, neste momento o governo vem coerentemente tentando atender as expectativas das comunidades dentro do possível, também afirmou que Arambaré esta dentro do valor de financiamento levantado pelo estado para continuar os trabalhos de asfaltamento na RS 350, no trecho Arambaré - Camaquã, o que também era pauta das solicitações.  Após a reunião também visitaram a secretaria da Educação do Estado, o gabinete do Secretário Beto Albuquerque e Assembléia Legislativa, para reforçar as solicitações na concretização dos projetos ao interesse público.


sábado, 26 de março de 2011

LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO.



Já faz um tempo, em praticamente todos os grupos de discussão com funcionários do nível técnico ou operacional que tenho conduzido a prioridade é a mesma: plano de carreira. As pessoas anseiam desesperadamente saber quanto tempo levará para ocuparem as posições que levam até os seus superiores. E só. Não se questionam muito se estão preparadas para isso e quais as habilidades verdadeiras que os conduziriam por esse caminho. Tampouco têm uma idéia clara do que ser chefe implica, a julgar pelo número crescente de estudos que mostram líderes angustiados e infelizes. 

Ao mesmo tempo, esses profissionais demonstram muito pouco conhecimento e interesse em saber como a empresa pretende crescer, se diferenciar da concorrência ou alcançar qualquer outro objetivo. Assuntos que não despertam paixão e às vezes surpresa: “mas eu deveria estar muito preocupado com isso?” E mais: plano de carreira tem se mostrado uma aspiração mais forte do que desejo de aprender, ser desafiado, criar e inovar, aumentar a qualidade de vida e até mesmo melhor remuneração. Porque essa aspiração convicta ainda que cega para seus riscos, seus preços e reais possibilidades?

Subir na carreira ainda é o maior termômetro de sucesso profissional na cadeia evolutiva dos mais aptos e fortes. Para familiares e amigos da escola também mede sucesso pessoal, que acaba se confundindo com ideal de felicidade. “
Desejo de status
” de Alain de Botton mostra como a necessidade de reconhecimento inexistente até o século XIX. Ser rico ou nobre era um direito adquirido de nascença e um camponês não tinha possibilidade de romper essa barreira. Por isso, sequer a desejava. Foram os americanos na colonização dos EUA que iniciaram a crença de que qualquer um que trabalha duro prospera e o fracasso pertence aos preguiçosos. Em grande parte, essa invenção o mundo ocidental também deve a eles.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quanto vale a nossa Liberdade?

Migalhas?
Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem. 
O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um “outro mundo possível”. 
No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: “O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?” 
O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada. 
 “Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuitamente. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca, mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. 
Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.” 
 “Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão.” 
O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de  auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de “proteção”, cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de “bem-estar social”, medicina e medicamentos “gratuitos”, sempre e sempre novas leis, entre outros, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

sexta-feira, 18 de março de 2011


O exemplo do Japão
Segundo especialistas, os desastres climáticos que recentemente têm sido divulgados, ocorrem, e sempre ocorreram, na mesma quantidade e intensidade, mas não havia tanta informação quanto hoje que os divulgasse, motivo pelo qual muitos imaginam que estão aumentado, tanto na quantidade quanto na intensidade.
A internet, antes inexistente, hoje consegue fazer com que as pessoas se sintam praticamente participantes dos fatos, tamanha a riqueza de detalhes e a rapidez da divulgação dos mesmos. Consegue transmitir dados e imagens que derrubam governos como no Egito, ameaçam ditadores como na Líbia e surpreende a humanidade, mudando inclusive expressões, como a da transmissão ao vivo e a cores como se dizia alguns anos atrás, para transmissão on line, de ocorrências como o terremoto seguido do tsunami que arrasou o Japão nos últimos dias.
Os ambientalistas radicais tentam desmentir trabalhos científicos que comprovam isso, dizendo que o homem destruiu o planeta, que precisamos de "desmatamento zero", replantar o que já foi desmatado, e todas as outras previsões alarmistas que já estamos acostumados a ouvir destes.
Já os cientistas afirmam que não é um tipo de árvore, mas qualquer tipo de planta, a responsável pelo "filtro" terrestre e a purificação do ar, e que, nesse sentido, tanto faz a floresta amazônica, quanto uma imensa floresta de eucaliptos, ou mesmo milhares de hectares de soja, milho, ou qualquer outro plantio agrícola, todos fazem a fotossíntese com a mesma qualidade e intensidade.
Independentemente desse tipo de discussão, até por não possuir conhecimento do assunto e não pretender, como alguns que defendem essa ou aquela corrente, radicalizar, seja para qual lado for, penso que tudo o que o ser humano precisa fazer para aprender é observar os fatos, as ocorrências, e delas tirar conhecimento necessário para viver cada vez melhor, em paz e em harmonia com a natureza, que tudo nos dá, e tudo nos ensina.
Sempre podemos aprender algo observando as mais diversas ocorrências da vida, sejam pessoais ou comunitárias, e o que está ocorrendo no Japão nos últimos dias, me faz pensar sobre os motivos pelos quais, num país como o Brasil, com tantas riquezas naturais, ainda se pensa na geração de energia nuclear.
As possibilidades naturais existentes no país para a geração de energia utilizando os mais diversos meios conhecidos atualmente são imensas, e praticamente inofensivas, como o aumento significativo da geração da energia hidráulica, com a grande quantidade de rios ainda inexplorados para esse fim que possuímos, a energia gerada pelo vento, eólica, quando se sabe que possuímos regiões onde o vento é intenso e ininterrupto, como no Nordeste, e a energia solar, de captação fácil e abundante em todo o país durante todo o ano.
Mesmo com os ambientalistas lutando contra, dizendo que as represas inundam áreas de animais, reservas indígenas, ou mesmo de outras populações ribeirinhas, não dizem que essas populações realocadas sempre são instaladas em locais com maiores e melhores condições e infraestrutura como um todo, desde escolas, hospitais, comércio, centros de lazer, e tudo o que se faz necessário para uma vida mais digna do que possuíam.
E as represas, além de energia passam a gerar também fartura de alimentos com peixes em abundância para seus ribeirinhos, trabalho para pescadores profissionais, turismo e sua consequente geração de empregos, esportes aquáticos, transporte fluvial, mais barato e seguro que o rodoviário e o ferroviário, e centenas de outras possibilidades.
As ocorrências no Japão devem servir de alerta aos defensores da energia nuclear pois por mais que os cientistas digam que possuem controle sobre esse sistema, num dos países mais desenvolvidos do mundo, e que no passado já sofreu as consequências da explosão de bombas atômicas em seu território, esses cientistas não souberam sequer como impedir as explosões dos reatores, e a nova contaminação ambiental e de seres humanos que certamente ocorrerá.
Podemos até entender que em países menores, pequenos como o Japão, a geração de energia nuclear ainda assim seja justificável, por falta de outras alternativas, mas no Brasil, com todas as riquezas naturais que possuímos, só pode ser entendida como mais uma fonte de corrupção, ou seja, de crime.
João Bosco Leal                                                                                                                       www.joaoboscoleal.com.br

sábado, 12 de março de 2011

A FILOSOFIA DO SUCESSO.

Se você pensa que é um derrotado,
Então será um derrotado.
Se não disser p’ra si mesmo:
Quero, a qualquer custo!
Não conseguirá nada.
Mesmo que você queira vencer;
Se pensar que não vai conseguir,
A vitória não lhe sorrirá.
Se você deixar as coisas a meio,
Tornar-se-á um fracassado.
Nós descobrimos neste mundo,
Que o sucesso começa por nossa intenção,
E tudo se determina pelo nosso espírito.
Se você pensa que é um malogrado,
É nisso que se tornará!
Se deseja atingir uma posição mais elevada,
Deve, antes de obter a vitória,
Dotar-se da convicção de que conseguirá infalivelmente.
A luta pela vida nem sempre é vantajosa aos
Fortes nem aos espertos.
Mais cedo ou mais tarde, quem cativa a vitória
É aquele que crê plenamente…
Eu conseguirei!!!
Nota: Personalize esta leitura, coloque-a na primeira pessoa (Se eu…), vai ver como se tornará diferente!

quarta-feira, 9 de março de 2011

CONDENAÇÃO POR ASSÉDIO MORAL NO SERVIÇO PÚBLICO.

Município da região das Missões condenadopor assédio moral em ambiente de trabalho
A Justiça Estadual manteve a condenação do Município de Garruchos ao pagamento de indenização por dano moral a servidor que sofreu assédio moral no trabalho. A decisão é da 10ª Câmara Cível do TJRS, que manteve a condenação proferida em 1º Grau, reformando apenas o valor da indenização, que foi reduzido de R$ 11 mil para R$ 8 mil.
Caso
Na condição de operador de máquinas, o autor da ação era subordinado ao então Secretário Municipal de Obras de Garruchos Júlio César Moraes Bicca, que o teria submetido a situações vexatórias e humilhantes no ambiente de trabalho. Durante vários meses de 2008, o autor foi obrigado a ficar ocioso durante o horário de trabalho, sem que lhe fosse atribuída qualquer atividade, ficando parado junto à Secretaria de Obras. Ao mesmo tempo, por determinação do Secretário, funcionários não habilitados para a atividade foram designados para realizar serviços que seriam da atribuição do requerente.

Por conta disso, o servidor foi alvo de brincadeiras entre os colegas, que referiam o fato de ele ter sido colocado no banco, o que lhe causou constrangimentos. A situação somente teve fim com a troca da Administração Municipal, em janeiro deste ano. Registre-se, ainda, que os fatos foram levados ao conhecimento do então Prefeito Municipal João Ismael Portela, sendo solicitadas providências a respeito, sem que nenhuma providência tenha sido tomada.
Sentença
Em 1ª instância, o Juiz de Direito Marcio Roberto Müller julgou a ação no sentido de condenar o Município ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 11,2 mil (equivalentes a 22 salários mínimos nacionais), corrigidos monetariamente.
Inconformado, o Município apelou alegando a inexistência de culpabilidade e afirmou que seria o demandado quem teria dado causa às desavenças, sustentando a inocorrência de danos morais. Por último, postulou a redução do quantum indenizatório.
Apelação
A relatora do recurso, Desembargadora Maria José Schmitt Sant’Anna entendeu que há relação de causa e efeito entre o comportamento do requerido e o dano experimentado pelo requerente. Não há dúvidas que o requerido criou situação de risco e descuidou do dever jurídico de evitá-lo, diz o voto da relatora, que adotou as razões da sentença. A Carta Magna elevou à condição de garantia dos direitos individuais a regra disposta no artigo 5º, V e X, que dispõe de forma geral o direito à indenização de corrente da violação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, diz a sentença. Da mesma forma, induvidosa a responsabilidade do ente público por danos causados por seus agentes a terceiros, inclusive os de cunho moral.
Quanto ao valor da indenização, no entanto, a Desembargadora Maria José reduziu para R$ 8 mil por entender ser essa quantia suficiente e razoável considerando-se os parâmetros adotados pela Câmara e o fato de que a soma deve ser suficiente para compensar o sofrimento ou emoções negativas, tendo em vista a condição do réu e a situação do acusado.
Participaram do julgamento, realizado em 17/2, além da relatora, os Desembargadores Paulo Roberto Lessa Franz e Túlio Martins. 
Apelação nº 70038633178
Texto: Ana Cristina Rosa, Assessora-Coordenadora de Imprensa TJ-RS